quinta-feira, 23 de novembro de 2017

rua dos sonhos mortos

radiante, ela caminhava
na rua dos sonhos mortos.

de repente —
junto ao susto mórbido,
acompanhado por um grito intimidador,
agudo, capaz de atravessar quilômetros de horror —
uma raiva eloquente rasgava seu peito,
como chuvas de granizo pesadas,

buscando apenas um sentido
para estar naquele lugar,
escorregou no próprio sangue
que escorria do peito aberto,
todos os sentimentos expostos.

uma ferida grave e profunda
infeccionou-se,
vulnerável, prematuramente incapaz
de viver em outro lugar.

e assim, a cena se repetia
infinitas vezes.

— Lady Amitaf 

escudo

Para que o mundo não roube teu nome, não deixes que a mágoa penetre tua alma. Não enchas teus dias de vazios, nem deixes que a distância ap...