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terça-feira, 17 de janeiro de 2017
segunda-feira, 16 de janeiro de 2017
desabafo
Juventude tão só,
até tropeço em escolhas que me queimam,
mudo de casa, mudo de pele,
carrego minha criança entre os braços do tempo.
Pequena, ela cresce, e eu aprendo:
devo me amar para guiá-la,
mesmo quando o céu cai pesado
e meus pés sangram nos caminhos que escolhi.
Péssimas decisões, dias cinzentos,
desespero e medo —
Mas cada queda ensina, cada dor revela
que a força mora no toque da própria mão.
Sou ponte e porto, abrigo e mar,
sou o amor que se aprende a dar antes de tudo.
E finalmente entendo:
preciso ser forte, devo ser corajosa,
para que minha criança cresça
com orgulho de quem a guia.
— Maria
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