quarta-feira, 23 de novembro de 2016

calmaria

O amor quando nos nutre,  nos soma,
e que nos permite deitar tranquilos, serenos.

O amor que nos faz amar a nós mesmos,
despertando o que sempre guardamos no peito,
saciando a fome da alma,
curando, preenchendo, vivendo em nós.

É fogo que aquece sem queimar,
vento que move sem derrubar,
rio que corre sem se perder,
luz que invade mesmo na escuridão.

O amor que se sente nos gestos,
nos silêncios compartilhados,
nas mãos que se encontram,
nos olhos que reconhecem o outro.

É abrigo e ousadia,
calma e tempestade,
alegria que se multiplica,
e medo que se dissolve.

Ah, o amor…
O amor é inteiro,
mesmo quando dividido,
profundo, mesmo quando sutil,
e eterno, mesmo no instante mais breve.

— Lady Amitaf 

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

sonhos eternos

Sonhos que brilham, cintilam,
fazem luz na escuridão mais densa.
Mesmo quando fecho os olhos,
eles permanecem, silenciosos,
habitando cantos esquecidos da alma.

Não se vão com o tempo,
nem se apagam com o vento.
São sussurros que me guiam,
promessas que me lembram
de que há sempre esperança,
mesmo quando tudo parece perdido.

Eles dançam entre meus pensamentos,
desafiam o medo,
sussurram coragem.
E mesmo que eu tente esquecê-los,
eles me encontram, me tocam,
me mostram que o impossível
pode nascer de dentro de mim.

— Lady Amitaf 

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

peito e mundo

Viajei,
viajei sem mim,
me lancei a ti,
me perdi, me iludi.

sou labirinto e chama,
assumo o caos que sou.
Não carregue culpa —
não é tua.

Deixa-me sustentar o mundo,
sobre costas quebradas,
nos pés cansados,
na cabeça que racha,
no peito que explode.

Mas o peito…
ah, o peito!
No peito arde, rasga, consome,
no peito, sangro, morro,
e ainda assim me levanto,
ainda assim me reinvento.

— Lady Amitaf 

terça-feira, 8 de novembro de 2016

frágil




Memórias culposas me surram,
gritam, me rasgam por dentro.
Mente em devaneio,
busca escapar de si mesma,
tocar o que sempre sonhou.

Paz interior — frágil, esquiva —
voa como balão contra mandacaru,
no deserto que habita aqui dentro.

Sigo, ferida e viva,
em meio à fornalha,
abraçando o delírio da esperança.

— Lady Amitaf 

escudo

Para que o mundo não roube teu nome, não deixes que a mágoa penetre tua alma. Não enchas teus dias de vazios, nem deixes que a distância ap...