sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Felicitações, Cabral

Ao amigo querido

Os dias foram feitos para você,
as estações e as pequenas vitórias,
todas dançam ao ritmo da sua presença.

Que cada amanhecer lhe encontre
com saúde plena e alegria no peito,
e que seu sorriso continue a iluminar
a sabedoria que habita em você.

Mesmo diante dos desafios,
que a experiência o fortaleça,
sem jamais apagar sua essência
ou curvar seu espírito.

Sábio e aprendiz, você saberá
escolher os caminhos certos,
e a maestria que carrega
será sempre mais forte que qualquer vanglória.

Para o amigo que esteve comigo,
mesmo na distância:
felicidades, saúde e a certeza
de que sua luz nunca se apagará.

— Fátima Ramos para Walder Cabral 

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

calmaria

O amor quando nos nutre,  nos soma,
e que nos permite deitar tranquilos, serenos.

O amor que nos faz amar a nós mesmos,
despertando o que sempre guardamos no peito,
saciando a fome da alma,
curando, preenchendo, vivendo em nós.

É fogo que aquece sem queimar,
vento que move sem derrubar,
rio que corre sem se perder,
luz que invade mesmo na escuridão.

O amor que se sente nos gestos,
nos silêncios compartilhados,
nas mãos que se encontram,
nos olhos que reconhecem o outro.

É abrigo e ousadia,
calma e tempestade,
alegria que se multiplica,
e medo que se dissolve.

Ah, o amor…
O amor é inteiro,
mesmo quando dividido,
profundo, mesmo quando sutil,
e eterno, mesmo no instante mais breve.

— Lady Amitaf 

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

sonhos eternos

Sonhos que brilham, cintilam,
fazem luz na escuridão mais densa.
Mesmo quando fecho os olhos,
eles permanecem, silenciosos,
habitando cantos esquecidos da alma.

Não se vão com o tempo,
nem se apagam com o vento.
São sussurros que me guiam,
promessas que me lembram
de que há sempre esperança,
mesmo quando tudo parece perdido.

Eles dançam entre meus pensamentos,
desafiam o medo,
sussurram coragem.
E mesmo que eu tente esquecê-los,
eles me encontram, me tocam,
me mostram que o impossível
pode nascer de dentro de mim.

— Lady Amitaf 

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

peito e mundo

Viajei,
viajei sem mim,
me lancei a ti,
me perdi, me iludi.

sou labirinto e chama,
assumo o caos que sou.
Não carregue culpa —
não é tua.

Deixa-me sustentar o mundo,
sobre costas quebradas,
nos pés cansados,
na cabeça que racha,
no peito que explode.

Mas o peito…
ah, o peito!
No peito arde, rasga, consome,
no peito, sangro, morro,
e ainda assim me levanto,
ainda assim me reinvento.

— Lady Amitaf 

terça-feira, 8 de novembro de 2016

frágil




Memórias culposas me surram,
gritam, me rasgam por dentro.
Mente em devaneio,
busca escapar de si mesma,
tocar o que sempre sonhou.

Paz interior — frágil, esquiva —
voa como balão contra mandacaru,
no deserto que habita aqui dentro.

Sigo, ferida e viva,
em meio à fornalha,
abraçando o delírio da esperança.

— Lady Amitaf 

sábado, 22 de outubro de 2016

tormenta

Ferida aberta,
sangra silenciosa.
Há tormenta em mim.

A dor me ensina,
cada corte, cada marca.

O vento sopra lembranças,
e cada suspiro se arrasta pelo peito.
A noite pesa,
os dias parecem arrastados,
cada passo ecoa no vazio do meu ser.

E ainda assim,
aprendo a existir entre estilhaços,
a buscar esperança nos cantos mais escuros,
a me reconstruir
onde a dor insiste em permanecer.

Ferida aberta,
sangra silenciosa,
mas resiste.
Resiste.
Resiste.

— Lady Amitaf 

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domingo, 16 de outubro de 2016

sem nós

Meu eu se despedaça
entre razão e desejo,
tentando ouvir
o silêncio que nos separa.

Fico suspensa
entre o que fomos
e o que jamais seremos,
onde o amor se dobra
em sombras e silêncio.

— Lady Amitaf

escudo

Para que o mundo não roube teu nome, não deixes que a mágoa penetre tua alma. Não enchas teus dias de vazios, nem deixes que a distância ap...